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Jogadora da seleção de handebol da Argentina consola colega após derrota para Brasil
Demorou 60 anos para o Brasil poder falar que está à frente da Argentina no esporte pan-americano. Com as seis medalhas de ouro conquistadas nesta sexta-feira em Guadalajara, os brasileiros finalmente superaram os “hermanos” no quadro de medalhas.
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| Buenos Aires-51 | 5 | 68 |
| Cidade do México-55 | 2 | 27 |
| Chicago-59 | 8 | 9 |
| São Paulo-63 | 15 | 8 |
| Winnipeg-67 | 11 | 8 |
| Cáli-71 | 9 | 6 |
| Cidade do México-75 | 8 | 3 |
| San Juan-79 | 9 | 12 |
| Caracas-83 | 14 | 2 |
| Indianápolis-87 | 13 | 13 |
| Havana-91 | 19 | 11 |
| Mar del Plata-95 | 18 | 41 |
| Winnipeg-99 | 24 | 25 |
| Santo Domingo-03 | 29 | 16 |
| Rio de Janeiro-07 | 52 | 11 |
| Guadalajara-11 | 45 | 19 |
| Total | 281 | 279 |
Agora, de acordo com os números oficiais da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), o Brasil soma 281 medalhas de ouro na competição, contra 279 da Argentina. Os Estados Unidos lideram a lista, seguidos por Cuba e Canadá. Os brasileiros estão na quarta colocação no ranking histórico de medalhas do Pan.
O Brasil demorou tanto tempo para passar a Argentina por causa da excelente atuação dos rivais nas duas primeiras edições do Pan, e do desempenho pífio dos brasileiros nestes Jogos.
Em 1951, em Buenos Aires, a Argentina conquistou 68 medalhas de ouro, a sua maior marca até hoje, contra apenas cinco do Brasil. Quatro anos depois, na Cidade do México, um novo passeio argentino: 27 ouros a dois em cima dos brasileiros.
Em 1963, no primeiro Pan realizado no Brasil, em São Paulo, a delegação brasileira desperdiçou a chance de diminuir sensivelmente a vantagem. Os donos da casa só conseguiram sete medalhas de ouro a mais que os vizinhos.
Somente no Pan do Rio de Janeiro, em 2007, é que o Brasil de fato se impôs como potência esportiva continental. A delegação nacional bateu o seu recorde de medalhas de ouro, com 52 triunfos, e ainda viu os Hermanos subirem ao topo do pódio em apenas 11 oportunidades.
Assim, o Brasil chegou a Guadalajara com 24 medalhas de ouro a menos que a Argentina. Dia a dia a diferença foi diminuindo, até que nesta sexta-feira as vitórias dos revezamentos 4x100 m rasos masculino e feminino, de Leandro Cunha e Bruno Mendonça no judô, Diego Hypolito na ginástica artística, e de Lucélia de Carvalho no caratê colocaram o Brasil finalmente na frente.
A primeira conquista brasileira do dia aconteceu na ginástica artística. Diego Hypolito ratificou a boa fase e venceu a prova do salto. Foi a terceira medalha de ouro do brasileiro na competição, uma vez que ele também faturou os títulos do solo e por equipes.
À tarde, a delegação brasileira venceu duas provas no atletismo. Ana Claudia Lemos, Rosângela Santos, Vanda Gomes e Franciela Krasucki faturaram a medalha de ouro no revezamento 4x100 m rasos. Na mesma prova no masculino Ailson Feitosa, Sandro Viana, Nilson André e Bruno Lins foram campeões e igualaram o recorde pan-americano.
As outras três medalhas de ouro surgiram do universo das lutas. Lucélia de Carvalho confirmou o favoritismo e ganhou o tetracampeonato no caratê. No judô, Bruno Mendonça venceu a categoria até 73 kg. E Leandro Cunha não deu chances para os rivais na categoria até 66 kg.
Além disso, para ajudar o Brasil, a Argentina fracassou em esportes que costuma ir bem. No hóquei na grama, as Leonas foram surpreendidas e perderam a final para os Estados Unidos. No futebol, a derrota na decisão foi para o México. E no remo, nenhuma medalha de ouro foi conquistada no dia pelos “hermanos”. E para completar, o Brasil venceu a Argentina na semifinal do vôlei masculino e se classificou para a decisão, tirando dos rivais a chance de outro ouro.
Aliás, por falar em confrontos direitos, a delegação brasileira tem larga vantagem neste Pan. Segundo levantamento feito pelo UOL Esporte, foram 12 as vezes que Brasil e Argentina duelaram diretamente em Guadalajara, com nove vitórias dos brasileiros, duas dos argentinos e um empate.
Em três esportes, os vizinhos se enfrentaram tanto no masculino quanto no feminino: handebol, futebol e squash. No handebol, a rivalidade pôde ser ainda mais notada, pois brasileiros e argentinos duelaram pelo ouro em ambos os sexos, e cada um conquistou uma vitória, em confrontos que tiveram o velho roteiro Brasil x Argentina: provocações, violência e disputa até o fim.
| HANDEBOL | Feminino Final: Brasil 33 x 15 Argentina Masculino Final: Brasil 23 x 26 Argentina |
| FUTEBOL | Feminino Primeira fase: Argentina 0 x 2 Brasil Masculino Primeira fase: Brasil 1 x 1 Argentina |
| TÊNIS DE MESA | Masculino Equipes - Fase preliminar: Argentina 1 x 3 Brasil (três jogos vencidos contra um perdido) |
| CARATÊ | Mais de 84kg Franco Recouso (ARG) 1 x 2 Wellington Barbosa (BRA) |
| SQUASH | Masculino Preliminar equipes: Brasil 3 x 0 Argentina Preliminar duplas: Argentina 2 x 1 Brasil Feminino Preliminar: Brasil 3 x 0 Argentina |
| PÓLO AQUÁTICO | Masculino Preliminar: Argentina 8 x 10 Brasil |
| JUDÔ | Até 73 kg Bruno Mendonça (BRA) venceu Alejandro Clara (ARG) |
| VÔLEI | Masculino Brasil 3 x 2 Argentina (26-28, 27-25, 25-22, 25-15) |
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