UOL Pan 2011 Mídias sociais "libertam" atletas, e viram palco de desabafos e reclamações - 18/10/2011 - UOL Pan 2011
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No Pan, Twitter é a ferramenta preferida: reclamações, desabafos e gafes de atletas

No Pan, Twitter é a ferramenta preferida: reclamações, desabafos e gafes de atletas

18/10/2011 - 07h00

Mídias sociais "libertam" atletas, e viram palco de desabafos e reclamações

Bruno Doro
Em Guadalajara (México)

O Comitê Olímpico Internacional tentou vetar. O COB chegou a pensar em proibir, mas apenas pediu cautela. A verdade é que, nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, pela primeira vez as mídias sociais como Twitter e Facebook tomaram um papel de destaque no mundo da informação esportiva. E isso tem dois lados. Com contato direto com o público, o atleta ganha alforria de TVs e jornais (ou sites de internet). Mas, para quem não sabe calcular o alcance das ferramentas, o risco de mostrar um pouco mais do queria é grande.

CONFIRA OS TUITES DOS ATLETAS

  • Diogo Silva, que usa o Twitter como ferramenta de marketing, agradeceu o apoio dos fãs. Gabriella Silva fez um desabafo após não chegar à final na sua prova na natação. Douglas Pires revelou que Vila está sem água e Joanna Maranhão, que a fila no refeitório da Vila Pan-Americana é interminável

Em Guadalajara, existem exemplos para todos os casos. Lutador de taekwondo, Diogo Silva usa mídias sociais como principal ferramenta da divulgação de seu trabalho há dois anos – conta, inclusive, com apoio de uma equipe de assessoria de comunicação e marketing para isso. Nesse período, conta que deixou de ser “aquele cara do caratê” para virar o Diogo, do taekwondo.

“Há quatro anos, o acesso à mídia digital era restrito. Para atletas independentes, que temos pouca visibilidade, foi ótimo esse aumento. É mais fácil divulgar o nosso trabalho por twitter, facebook. É um link com o grande público. Eu, por exemplo, vi que a percepção do esporte mudou. Agora, não erram mais meu esporte. Sabem que eu luto taekwondo, não caratê”, diz o lutador, medalha de ouro no Rio-2007, mas que ficou fora do pódio em 2011.

Há, porém, quem use essas ferramentas de forma mais passional. Foi o caso da nadadora Gabriella Silva. Dona dos principais resultados da natação feminina entre 2008 e 2009, ela não foi bem em Guadalajara e deixou a piscina nas eliminatórias dos 100m borboleta dizendo que sentiu medo de competir.

Ao chegar à Vila dos atletas, onde está alojada, usou o Twitter para se explicar. Em um discurso com tom de auto-ajuda, postou seis mensagens explicando os problemas. Antes disso, as mensagens eram mais pessoais, envolvendo a preparação.

 “O esporte, assim como a vida, tem seus altos e baixos, e as vezes o nosso maior adversário somos nós mesmos. Mas não podemos desanimar, deixar de lutar, baixar a cabeça pra nada, nem pra ninguém. Que os problemas sirvam de lição, senão o sofrimento terá sido inútil. Nunca podemos deixar de sonhar, nem deixar que de acreditar em nós mesmos. Se o problema for grande, divida-os em partes, e vença cada uma delas. O que não pode é ficar parado. Nao se deixe abater pela tristeza. Todas as dores terminam, e um bom jeito de começar a ser feliz, é sorrindo. Obrigada, Senhor, pelos meus braços e pernas, que são fortes para lutar. Obrigada pela minha família maravilhosa, pelos meus amigos”, escreveu Gabriella.

BLOGUEIRO OPINA SOBRE O TEMA

  • Blog do Erich Beting

    O atleta precisa entender que é, antes de tudo, uma figura pública. A mídia social aproxima-o dos torcedores, e isso é muito bom. Mas da mesma forma ele não pode sair por aí desabafando contra tudo e todos. Ele precisa saber que o Twitter tem o mesmo peso de um microfone de televisão ou de rádio, de uma linha de jornal ou de um site. E, como figura pública, o atleta fica exposto ao escrever o que bem entender. O lado bom é que ele pode ter uma ligação direta com o torcedor e, também, fazer ações de seus patrocinadores com uma liberdade que a mídia tradicional não lhe dá.

Outros usam a ferramenta sem se dar conta do poder das mídias sociais. É o caso do goleiro da seleção brasileira de futebol masculino, Douglas Pires. Membro do time de Ney Franco, ele usa sua conta no Twitter para reclamar de problemas da organização.

“Treino adiado de 9:00 para 12:00 ?!?! =O .. fazer o que se o estadio está ocupado.. êeeeh #Pan2011 iuUhiuHUIhuihUI”, escreveu sobre os horários de treino. Antes, ele tinha reclamado da falta de estrutura do local em que está treinando: “Bom diaaa.. Ta frio aqui em Guadalajara, sem agua pra lavar o rosto.. Ta osso! Mas vamos ao treino..”, tuitou, antes de explicar como resolveu o problema: “Lavar a boca com Gatorade.. Huahuahuahua eeeeh #Pan2011”.

Questionado pela reportagem, o COB afirmou que enviou uma cartilha com orientações sobre como agir nas mídias sociais. "Existem normas claras. Eles são instruídos e cada um sabe exatamente o que pode e o que não pode", afirmou o chefe da missão brasileira, Bernard Rajzman. A postura é a mesma que o Comitê dos EUA anunciou ao chegar ao Pan.

Medalhas

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