UOL Pan 2011 Irmãos brasileiros no Pan competem entre si, se ajudam e servem até de sparring - 02/10/2011 - UOL Pan 2011
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  • Irmãos brasileiros no Pan competem entre si, se ajudam e servem até de sparring
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Marcel (à direita) aplica uma voadora em Marcio, em foto de 2003; parceria se repete

Marcel (à direita) aplica uma voadora em Marcio, em foto de 2003; parceria se repete

02/10/2011 - 07h00

Irmãos brasileiros no Pan competem entre si, se ajudam e servem até de sparring

Gustavo Franceschini
Em São Paulo

A rivalidade tradicional da infância parou na inofensiva guerra de travesseiros. Na extensa delegação brasileira que vai aos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara estão incluídos alguns casos de irmãos que dividirão espaço na cidade mexicana. Só que o cenário de disputa mudou, e os atletas que às vezes até competem um contra o outro falam em clima de paz e ajuda durante a competição mexicana.

VEJA OS IRMÃOS DO PAN DE GUADALAJARA

  • João Cordeiro Jr/Folha Imagem

    Diego e Daniele Hypolito, os irmãos mais famosos, mostram entrosamento fora do tablado de ginástica

  • Fernando Donasci/Folhapress

    Fenando Neves, mais velho da família, vai competir em Guadalajara com o irmão Felipe, o caçula

O apoio é tanto que vale até apanhar pelo irmão. O sacrifício fraterno em 2011 é de Marcel Wenceslau. O lutador compõe uma equipe de nove sparrings que foram até San Luis Potosi, no México, ajudar na preparação da equipe de taekwondo.

“Ser sparring não é demérito nenhum. O fato de estar aqui é gratificante, ainda mais porque estou ajudando meu irmão Márcio”, disse Marcel ao COB.

Mas nem só do taekwondo vivem os irmãos-atletas brasileiros. A parceria familiar ainda está presente em pelo menos mais seis esportes. No badminton, Lohaynny e Luana Oliveira Vicente vão representar o país no feminino, podendo se cruzar durante a competição. Na luta olímpica, Adrian e Antoine vão torcer um para o outro em categorias distintas.

Os irmãos mais famosos do esporte olímpico brasileiro também estarão no Pan. Daniele e Diego Hypolito, importantes na popularização da ginástica nos últimos dez anos, já falaram várias vezes sobre a importância da relação que têm para seus resultados.

“No início, ele entrou e saiu da ginástica duas vezes. eu insistia: Diego, fique, é bom para você, você vai conseguir”, contou Daniele, a mais velha, em 2005.

“Ela é uma das maiores referências. É um ídolo que eu tenho, um modelo de busca de superação, de força de vontade”, disse Diego, logo após conquistar seu primeiro título mundial, ao UOL Esporte.

Nem quando a rivalidade aperta o clima fecha. No handebol, o goleiro titular Maik vê o irmão mais velho Marcão como sua sombra na seleção brasileira. No esqui aquático, Fernando e Felipe Neves, os irmãos Brucutu, disputarão uma medalha na categoria slalom, mas sem rivalidade.

“A gente tenta se ajudar. No esqui aquático do Brasil não tem muito essa competitividade. Todo mundo dá uma força, porque tem muito pouca gente praticando”, disse Fernando, o mais velho.

A dupla não foi trio por pouco. Escalado para disputar as modalidades truques, salto e overall, Caio Neves foi cortado em cima da hora depois que se lesionou tentando tirar uma árvore da estrada que leva ao seu sítio, no interior de São Paulo.
 

Medalhas

  • País
    Ouro
    Prata
    Bronze
    Total
    EUA 92 79 65 236
    CUB 58 35 43 136
    BRA 48 35 58 141

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