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15/07/2007 - 19h05

Brasil supera começo ruim e consegue primeira vitória no pólo

Lello Lopes
Enviado especial do UOL
No Rio de Janeiro

Depois de um começo difícil, o Brasil deslanchou e venceu a Venezuela por 20 a 4 na noite deste domingo pela segunda rodada do torneio feminino de pólo aquático dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

Satiro Sodré/Divulgação
A centro Marina Canetti comemora gol brasileiro na vitória sobre a Venezuela
PERFIL DAS JOGADORAS DO BRASIL
CANADÁ E EUA VENCEM MAIS UMA
Esta foi a primeira vitória do Brasil no Pan. Na estréia, no sábado, as brasileiras caíram diante do Canadá por 5 a 2. Com os resultados da rodada, o Brasil subiu para a terceira colocação, com dois pontos -dois a menos que as líderes canadenses e norte-americanas.

"Uma vitória com tanta diferença de gols leva o astral lá para cima", disse Flávia Fernandes, capitã da seleção brasileira.

Além de melhorar o moral do time, a vitória fez o Brasil seguir na briga por uma das vagas nas semifinais. No Pan, as seis seleções disputam uma chave única, sendo que as quatro primeiras vão para o mata-mata decisivo.

Apoiada pela torcida, que compareceu em bom número ao Parque Aquático Julio Delamare, o Brasil só conseguiu jogar bem a partir do segundo período. A seleção saiu atrás do marcador, com um gol de Rivero, mas virou por intermédio de Milena e Andréa.

No segundo quarto, Camila Pedrosa fez 3 a 1 para o Brasil. A Venezuela ainda conseguiu equilibrar as ações por alguns minutos, mas a melhor qualidade técnica do Brasil acabou fazendo a diferença. A seleção foi para o intervalo ganhando por 7 a 3.

Com grande atuação de Camila Pedrosa, o Brasil disparou no marcador. A cada gol, a torcida gritava o nome da artilheira. E o apoio deu mais ânimo para o time, que simplesmente não deixou mais a Venezuela jogar.

A tranqüilidade no final da partida fez com que o técnico Roberto Chiappini desse oportunidade a várias atletas. E com um misto de reservas e titulares a seleção fechou a partida com o placar de 20 a 4.

"Espero que a gente não apresente mais o desempenho que tivemos no primeiro período. Isso é perigosíssimo em uma competição como essa, ainda mais contra equipes como Cuba e Porto Rico", analisou o técnico do Brasil, Roberto Chiappini.