Jeronimo Amione comemora ao marcar o gol do título do México no Pan de Guadalajara
O México era mais experiente, tinha uma campanha melhor e o apoio de milhares de pessoas que foram ao estádio Omnilife ver a final do futebol masculino no Pan, mas suou para ser campeão. Em um jogo com cara de pelada, tamanho o número de erros bobos de cada time, os donos da casa venceram a Argentina por 1 a 0 e chegaram a sua 37ª medalha de ouro na competição deste ano.
A vitória, no entanto, esteve longe de ser um espetáculo e quase acabou em confusão entre os jogadores - dois argentinos foram expulsos pelo árbitro, um por agressão e outro por reclamação após a partida. Os constantes erros do jogo decisivo, aliás, dão a medida do nível geral do torneio, muito baixo até pela juventude dos jogadores da maioria dos países.
O México, entre todos, é uma exceção. Os donos da casa usaram o direito de convocar alguns veteranos como o goleiro Corona, capitão do time campeão do Pan ais 30 anos de idade. O artilheiro do torneio, Oribe Peralta, também não está começando. Tem 27 e passagens por diversos grandes clubes do país-sede do Pan.
Já a Argentina repetiu a estratégia do Brasil e levou jogadores entre 18 e 20 anos. O resultado foi o mesmo para os dois lados. Com raras exceções, como o mexicano Javier Aquino, os dois times tentavam usar os vários espaços deixados pelas defesas rivais, mas esbarravam em suas próprias limitações. Erravam cruzamentos fáceis, entregavam a posse de bandeja para os zagueiros e se atrapalhavam na saída de bola.
Este foi todo o roteiro de um primeiro tempo em que os goleiros mal trabalharam, exceção feita aos chutes fracos de média distância, que arrancavam urros da empolgada torcida local.
No segundo tempo, o jogo ganhou um pouco em emoção. O México foi com tudo ao ataque e, de forma meio atabalhoada chegou com perigo pela primeira vez. Aos 12 minutos, após um toque pelo alto de Peralta, Miguel Ponce ficou de frente para o goleiro, só que cabeceou em cima e facilitou o trabalho do rival.
Aos 29, depois de muito sufoco, o gol finalmente saiu. Em um lance rápido no meio campo, Arturo Amione recebeu de Aquino nas costas da defesa da Argentina, em condição duvidosa, e tocou na saída do goleiro Andrada, fazendo o teto do estádio soltar jatos de fogo, em festa preparada pela organização.
Daí em diante, restou ao México aguardar o apito final. Sem o mesmo ímpeto ofensivo, os donos da casa se contentaram em marcar a Argentina e conquistaram o torneio de futebol pela quarta vez em sua história, superando ainda alguns princípios de confusão entre os atletas.
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