Bruno Mendonça coloca as mãos no rosto após confirmar ouro no Pan com ippon em 20s
A categoria até 73 kg tinha um dono até 2009. Quando o medalhista olímpico Leandro Guilheiro subiu de peso, porém, deixou um herdeiro: Bruno Mendonça E nesta sexta-feira, esse judoca fez o que o seu antecessor não conseguiu: conquistou o ouro na categoria nos Jogos Pan-Americanos, batendo o argentino Alejandro Clara com um ippon em apenas 20 segundos de luta.
Em 2007, Guilheiro era favorito e lutava bem, quando se contundiu. Lutou a final com uma séria lesão nas costas e terminou com a medalha de prata. A redenção do medalhista olímpico veio na quinta-feira, com o ouro nos 81 kg em Guadalajara. A da categoria meio-médio veio um dia depois.
Bruno fez uma competição impecável e ainda contou com a queda do cubano Ronald Girones para ter sua vida ainda mais facilitada. Na estreia, a vitória foi magra, um yuko sobre o chileno Fernando Salazar. Depois, contra o canadense Nicholas Tritton, 14 º do ranking mundial, ele aplicou um ippon com 2min23s de luta. "O Bruno começou meio frio, tivemos de dar uma bronca nele no intervalo para acordar. Mas fez uma grande competição. Para ele, para ganhar confiança, esse ouro é muito importante", disse o técnico Luiz Shinohara.
Quem conhece judô sabe que quando o atleta consegue o ippon, o golpe perfeito, a luta termina. Nesta sexta-feira, o brasileiro Leandro Cunha, o Coxinha, desafiou esse conceito. Após uma série de confusões da arbitragem, ele conquistou a medalha de ouro do Pan na categoria 66 kg com quatro ippons em apenas três lutas.
Quando Bruno esperava Girones na final, veio a surpresa. O argentino Alejandro Clara, 90º no ranking da FIJ, eliminou o caribenho, que ficou transtornado após a derrota. "Eu não escolho adversário. O cubano é bom, mas o argentino também é forte. Se fosse contra ele, também entraria para acabar com a luta rápido".
Aos 26 anos, Bruno Mendonça é de Santos e treinou no mesmo lugar que formou Leandro Guilheiro: a academia de Rogério Sampaio. Antes do bronze em Atenas-2004, o então leve treinava com o último brasileiro campeão olímpico. Bruno não tem Rogério como professor, mas o local é o mesmo.
"Acho que é um celeiro do peso leve. Vou continuar trabalhando para ter o mesmo sucesso que o Leandro (Guilheiro)", afirmou Mendonça após o ouro.
A academia, aliás, já levou uma medalha no Pan: a pesado Maria Suelen Altheman também treina na academia de Santos. Seu namorado, o medalhista olímpico Carlos Honorato, é um dos professores do local.
Katherine perde e Brasil não é mais 100%
Última brasileira a disputar sua medalha, Katherine Campos perdeu e tirou do Brasil os 100% de aproveitamento em medalhas no judô. Na categoria até 63 kg, ela foi derrotada pela canadense Stéfanie Tremblay na decisão da medalha de bronze.
Antes, ela tinha passado pela porto-riquenha Jessica Garcia com dificuldades, em luta que incluiu até uma queda do tablado onde estão montados os tatames. Logo depois, teve uma atuação desastrosa contra a mexicana Karina Acosta e perdeu por punições.
Antes dela, o Brasil subiu ao pódio em todas as categorias, com com Leandro Cunha (66 kg), Bruno Mendonça (73 kg), Leandro Guilheiro (81 kg), Tiago Camilo (90 kg), Luciano Correa (100 kg) e Rafael Silva (+100 kg), no masculino, e Rafaela Silva (57 kg), Maria Portela (70 kg), Mayra Aguiar (78 kg) e Maria Suelen Altheman (+78 kg).
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