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Esgrimista Amanda Simeão usa maquiagem até para competir com a máscara

Esgrimista Amanda Simeão usa maquiagem até para competir com a máscara

25/10/2011 - 14h33

Esgrimista usa maquiagem para competir de máscara e ignora rótulo de patricinha

Roberta Nomura
Em Guadalajara (México)

Amanda Simeão compete com roupas compridas e máscara. Mal dá para ver seu rosto quando está em ação. Mesmo assim, a jovem de 17 anos faz questão de caprichar na produção. Base, blush, delineador e três camadas de rímel fazem parte dos cuidados básicos da esgrimista para sair na rua. E todo o ritual se repete antes dos torneios. A vaidade, a fluência em três línguas e outros detalhes de vida da viajada atleta a fazem carregar o rótulo de patricinha. Mas ela garante não ligar: “isso logo se descontrói”.

A curitibana repete todos os dias de manhã uma espécie de ritual. “Faço chapinha sempre. Passo base, pó, um pouco de blush rosinha, delineador, três camadas de rímel e o blush marrom. Depois vem a toalha molhada para tirar o excesso e não ficar uma maquiagem muito forte. Depois, passo rímel nos cílios debaixo”, explicou Amanda. O processo não costuma demorar mais do que 15 minutos, tamanha é a prática. “Faço até no escuro, se precisar”.

Todo o ritual de beleza é feito antes de competir e tem direito a retoques durante as provas. “Não saio de casa sem me sentir bonita”. Enquanto está com a espada em mãos, Amanda Simeão também usa um artigo que deixa seu rosto praticamente escondido. “Mas quando acaba, a gente logo tira a máscara”, justificou. A vaidade não costuma agradar ao técnico francês Daniel Levavasseur, referência na esgrima com quem a brasileira treina há mais de um ano e meio. “Ele não gosta. Também não gosta que eu saia e que use salto. Mas eu adoro fazer essas coisas”, confidenciou.

      ESGRIMISTA SE DEFENDE DE DOPING

  • No último sábado, a esgrimista brasileira Taís Rochel foi cortada no Pan de Guadalajara após testar positivo em exame antidoping que apontou a presença do medicamento Berotec.

    A atleta brasileira alegou que recorreu ao medicamento, bronco-dilatador indicado para o tratamento de doenças respiratórias, após sofrer com uma crise de asma muito forte.

Amanda Simeão começou a praticar a modalidade com 12 anos ao estudar com dois esgrimistas quando vivia na Itália. Mas pouco depois, ela retornou ao Brasil e ficou um período afastada do esporte. No final de 2009, a curitibana foi morar com a mãe e o irmão em Paris para treinar com Levavasseur. Por conta de tantas experiências internacionais, ela é fluente em português, italiano e francês e se vira bem no espanhol e inglês.

E tudo isso a faz carregar o rótulo de patricinha. “Não tem jeito. A primeira impressão que todo mundo tem de mim é essa. Eu vivo arrumada, moro na França e todo mundo acha que sou filhinha de mamãe e tenho tudo o que quero”, disse Amanda. “Mas isso logo se descontrói. Eu falo com todo mundo nas competições. Não tenho problema com ninguém”, completou a simpática esgrimista. Enquanto conversava com o UOL Esporte, Amanda foi elogiada por brasileiros, conversou com canadenses e uma argentina.

A primeira oportunidade de ver Amanda Simeão em ação no Pan de Guadalajara foi no florete individual – prova em que foi improvisada porque a titular Christine Botros está com uma infecção urinária e sequer viajou ao México. Agora, a especialista em espada só volta a competir no sábado na disputa por equipes de sua arma. E a maquiagem deve estar, como sempre, intacta.

Medalhas

  • País
    Ouro
    Prata
    Bronze
    Total
    EUA 92 79 65 236
    CUB 58 35 43 136
    BRA 48 35 58 141

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