Damiris chora após a eliminação do Brasil para Porto Rico no basquete feminino
O Brasil caiu nesta segunda-feira nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Literalmente. Caiu de bumbum no chão na ginástica artística, caiu do sarrafo no salto com vara, caiu na catimba argentina no handebol e caiu no choro com o vexame no basquete feminino.
Um dia após viver o seu melhor momento no Pan, a delegação brasileira passou por sua jornada mais traumática. O Brasil conquistou um único ouro, com Marcel Stürmer, na patinação artística.
A maior decepção do dia ficou por conta do basquete. A seleção brasileira se apresentou muito mal. Perdeu para a frágil equipe de Porto Rico por 69 a 68 e ficou de fora da final. Favorito absoluto ao título, o Brasil agora vai ter que se contentar em lutar pelo bronze.
Nada deu certo para o Brasil. A defesa logo se encheu de faltas e o ataque teve dificuldade para pontuar. Para piorar, o técnico Ênio Vecchi tirou de quadra Iziane, a principal cestinha do Brasil no Pan. Resultado: uma derrota catastrófica.
“A defesa poderia ser melhor. Tudo bem que usaram a vantagem delas, a falta de altura e as infiltrações, mas a gente tinha que responder a isso. E no ataque erramos demais. Erramos demais. Bola boba, bola debaixo do aro. E elas vieram aguerridas. Os juízes caíram na onda delas e prejudicaram a gente em vários momentos. Mas acho que tem que jogar como o jogo pede. E nós não jogamos”, reconheceu Iziane, uma das poucas atletas que não deixou a quadra chorando.
Na ginástica artística, não teve choro. Mas a decepção também foi grande. O Brasil sabia que seria difícil bater os Estados Unidos na disputa da medalha de ouro por equipes femininas, mas não esperava uma atuação tão ruim.
Com quedas de Daiane dos Santos, Daniele Hypolito, Priscila Cobello, Gabriela Soares e Adrian Nunes em diversos aparelhos, o Brasil terminou a disputa em quinto lugar, atrás de Estados Unidos, Canadá, México e até mesmo Colômbia. Esta é a primeira vez desde Mar del Plata-1995 que a equipe não sobe ao pódio.
“Agora a gente tem que pensar no planejamento para os Jogos Olímpicos de Londres”, ensina Daiane, que não conseguiu se classificar para nenhuma final individual em Guadalajara.
Embalado por 007, brasileiro supera roubo de trajes e leva seu 3º ouro na patinação
Bicampeão pan-americano, Marcel Stürmer conquistou a sua terceira medalha de ouro nos Jogos de Guadalajara, nesta segunda-feira. Com uma apresentação inspirada nos filmes do espião 007, o patinador levantou o público no complexo esportivo Revolution e obteve notas acima de 9.3 de todos os árbitros. A prata ficou com o argentino Daniel Arriola e o bronze com o colombiano Leonardo Parrado.
Londres-2012 também já está na cabeça de Fabiana Murer. Primeira brasileira a ser campeã mundial no atletismo, ela era a favorita ao título no salto com vara, mas ganhou apenas a medalha de prata. E poderia ter sido muito pior.
Murer sofreu para saltar 4,50 m (a sua melhor marca, que deu o título mundial, é 4,85 m). Foi apenas na terceira e última tentativa que a brasileira passou a barreira. Nas outras duas derrubou o sarrafo na descida.
Assim, desde o começo da prova Murer viu a cubana Yarisley Silva levar vantagem. No 4,60 m, mais uma vez a brasileira precisou de três saltos para avançar. A cubana chegou a 4,75. Já Murer parou nos 4,70. E perdeu o ouro.
“Achei que com 4,70m poderia ganhar o ouro. Era a marca que minha forma física permitia neste fim de temporada, dois meses depois do meu auge, que foi no Mundial”, argumentou a brasileira. “Mas a cubana fez a melhor marca de sua carreira, saltou muito bem e mereceu a vitória. Agora é descansar um mês para depois voltar a treinar para Londres-2012”, completou Murer.
Se para Fabiana Murer, a ginástica artística e o basquete feminino as quedas desta segunda-feira podem servir de lição para a Olimpíada de 2012, para o handebol o tropeço diante da argentina significou, além da perda da medalha de ouro, quase o fim do sonho olímpico. Afinal, o Pan de Guadalajara era a melhor chance de classificação para os Jogos de Londres. Agora o país vai ter que jogar um Pré-Olímpico Mundial, em abril, na Suécia.
O time brasileiro até começou bem o jogo, mas sucumbiu à catimba argentina, que virou no final do primeiro tempo e manteve a liderança até o final da partida. O Brasil, assim, perdeu a chance de se tornar tricampeão pan-americano. E pela primeira vez na história ficou atrás dos “hermanos” na competição.
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