Para Roberto, a filha Izabella ainda não sabe separar a figura de pai do treinador
O polo aquático é um esporte muito familiar no Brasil. A equipe feminina, por exemplo, tem dois sobrenomes dobrados e um até triplicado. Ou seja, quase metade do selecionado tem relação de sangue com alguém. Para evitar panelinhas de clãs no grupo, o técnico Roberto Chiappini impõe uma condição que não costuma agradar: irmãs não podem ficar no mesmo quarto durante as competições. A exceção foi feita justamente no Pan de Guadalajara para deixá-las “felizes”.
“É preciso tomar cuidado para que o grupo interaja mais. Se não, acaba ficando irmã com irmã. Na divisão dos quartos, elas não podem ficar juntas. O trabalho tem sido feito assim há seis meses”, explicou o técnico Roberto Chiappini. A determinação foi seguida no Mundial de Xangai e no período de intercâmbio nos Estados Unidos. “Elas odeiam, mas paciência. Aqui não estamos fazendo isso. Elas estão mais confortáveis, mais motivadas e felizes”, completou.
O próprio treinador faz parte de um clã dentro da equipe. Chiappini já trabalhou com a esposa Raquel no Pan de Winnipeg-1999 e, agora, comanda a filha Izabella – mais nova jogadora do polo aquático em Guadalajara. E a relação sanguínea não alivia as coisas para a menina de 16 anos. Ao contrário, ela considera que o pai exige mais dela justamente pela relação familiar.
“Eu já tive a experiência de trabalhar com alguém que tinha uma relação íntima. Agora estou mais maduro. Claro que posso exagerar, mas a Izabella ainda não tem a maturidade de separar a figura de pai e técnico, mas vem evoluindo nisso”, afirmou. E a filha concorda. Mas além do sobrenome Chiappini, o Brasil tem duas Oliveiras e três Canettis na seleção de polo aquático. O status familiar não é considerado coincidência e os próprios membros do clã explicam o fato.
“Uma equipe de polo sempre começa com amigos de prédio, de clube. Não é um esporte conhecido e popular no Brasil, então, as pessoas começam pelo contato e influência dos outros”, justificou Marina Canetti. Embora seja a mais velha, ela começou na modalidade ao seguir as irmãs mais novas Manuela e Cecília. “É muito familiar porque não é muito conhecido no Brasil. As irmãs vão chamando as irmãs. Eu acho muito bom jogar junto com elas. Ainda tem o meu pai que é técnico e só ajuda”, contou Cecília.
A seleção brasileira ainda tem as gêmeas Tess e Catherine de Oliveira. “A gente faz tudo junto, se ajuda sempre. E isso é muito importante”, falou a goleira Tess. Com três clãs, o Brasil estreou com vitória por 8 a 5 sobre o México. Nesta segunda-feira, a equipe enfrenta o favorito Canadá às 12h45 (horário de Brasília) e encerra a participação na primeira fase contra a Venezuela na terça.
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