Em 2007, a competição de softbol dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro não acabou por conta das chuvas e ventos que arrasaram a Cidade do Rock, palco do torneio. Quatro anos depois, as meninas do esporte perdoam a competição sem fim, que deu ouro aos EUA e dividiu a prata entre Canadá e Venezuela, sem sequer realizar as semifinais.
O imbróglio foi um dos mais graves da competição no Rio de Janeiro, e chegou a ser criticado até por Mario Vazquez Raña, presidente da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa). A chuva adiou inúmeros jogos, fez estruturas cederem e no fim, por falta de tempo, uma comissão dividiu as medalhas de acordo com a campanha que as seleções haviam feito na primeira fase.
Jenn Salling, uma das canadenses que estavam em 2007, eximiu o Rio de culpa pela confusão
“Foi um problema com o tempo. Houve muita chuva e o campo ficou cheio de lama. É algo que não podemos controlar. É claro que ficamos frustradas de não ter podido disputar o ouro com os Estados Unidos, com quem temos uma grande rivalidade, mas são coisas que acontecem”, disse Jennifer Salling, uma das estrelas do time canadense em 2007 e também no Pan de Guadalajara.
Na ocasião, os Estados Unidos disputaram quatro partidas. Na primeira fase, venceram Cuba, Colômbia e Brasil. Nas quartas, bateram o Canadá por 7 a 0 e garantiram vaga na decisão. O próprio Canadá e a Venezuela, segunda e terceira melhores campanhas, disputariam uma semifinal para decidir a disputa do título, mas o jogo não saiu do papel.
A equipe americana, que busca sua sétima conquista consecutiva no Pan em Guadalajara, não conhece bem a história. Desta vez, a Confederação Norte-Americana de Softbol decidiu apostar em jovens e trouxe apenas destaques da liga nacional para o México. O comando técnico também mudou, e apenas um dos diretores permanece desde 2007. Mesmo assim, a equipe não aponta culpados pelo ocorrido.
“Eu não estava lá, assim como todas as novas meninas, mas sei que foi um problema com a chuva e com o vento. É difícil controlar isso. Poderia ter acontecido em qualquer lugar”, minimizou Julye Jude, diretora de estatísticas do time norte-americano e uma das mais experientes da delegação.
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