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Equipe do México: Marco Madrid, o nigeriano Okoh e o baixinho Guillermo Munoz

Equipe do México: Marco Madrid, o nigeriano Okoh e o baixinho Guillermo Munoz

18/10/2011 - 12h00

Baixinho mexicano desafia longevidade de Hoyama e é medalhista aos 46

Bruno Doro
Em Guadalajara (México)

Você acha que Hugo Hoyama, aos 42 anos, é aposta certa para o medalhista mais velho do tênis de mesa no Pan, certo? Então espere até conhecer Guillermo Munoz. Mexicano de 1,60m de altura, ele conquistou em Guadalajara sua primeira medalha em Jogos Pan-Americanos. Aos 46 anos.

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  • Divulgação

    A participação de asiáticos naturalizados para a disputa de grandes competições no tênis de mesa já é rotina de países latino-americanos. Mas a equipe mexicana da modalidade conta com um caso inusitado: o de um nigeriano que passou apuros para chegar a atuar no Pan de Guadalajara.

    Jude Okoh vive no México há oito anos e faz parte de uma lista razoável de estrangeiros que atuam no tênis de mesa dos Jogos Pan-Americanos. Além dele, mais 13 mesa-tenistas que nasceram fora do continente americano jogaram, mas todos são de China, Japão ou Taiwan.

    Além do veterano Guillermo, competa o time Marco Madrid, um dos destaques do campeonato. Ele venceu, na competição, os chineses Lin Ju, da Repúlica Dominicana, atual bicampeão pan-americano, e Liu Song, da Argentina.

“Muita gente fala comigo sobre isso. Mas no tênis de mesa, não há idade, mas nível de jogo. Há quem tenha um grande nível muito jovem. E outros que mantém esse nível em idade mais avançada. É o caso do Jörgen Persson, da Suécia (de 45 anos), do Juanito, da Espanha (o chinês naturalizado He Zhi Wen, de 49 anos), do Hugo”, diz Guillermo.

O veterano mexicano joga tênis de mesa há 30 anos. Vive do esporte há 20. Além de jogador, é técnico. Mas quase teve de parar de competir em 2008, quando ficou fora do Mundial e do Pré-Olímpico. Ele ficou em terceiro na seletiva nacional para os dois eventos, mas não foi convocado. Segundo ele, por decisão dos cartolas.

“Foi um problema político. As pessoas que estavam no controle não me queriam na equipe e não me convocaram, mesmo tendo me classificado nas seletivas. Mas, felizmente, esse problema foi resolvido”, disse o atleta.

A idade nunca foi um problema, apesar de Guillermo se destacar por ser muito diferente de seus companheiros de competição. Com 1,60m, ele está entre os mais baixos do torneio. Hugo Hoyama tem 1,69m, Gustavo Tsuboi, 1,70m e Thiago Monteiro, 1,74m, por exemplo.

Além disso, a carequinha proeminente fez com que ele recebesse um apelido dos brasileiros que estavam nas arquibancadas acompanhando as semifinais do torneio: Baixinho da Kaiser, lembrando do ator José Valien Royo. Para a semelhança ficar completa, porém, faltava o bigode e o bonezinho vermelho.

Medalhas

  • País
    Ouro
    Prata
    Bronze
    Total
    EUA 92 79 65 236
    CUB 58 35 43 136
    BRA 48 35 58 141

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