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Bruno Lins venceu os 100 m e os 200 m rasos no último Troféu Brasil, foi ao Mundial e vai ao Pan
O brasileiro Bruno Lins Tenório se deu bem e comemorou a determinação da Corte Arbitral do Esporte (CAS) sobre a polêmica lei antidoping elaborada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Com a nova decisão, os atletas que foram suspensos por seis meses ou mais no último ciclo olímpico estão liberados para disputar os Jogos de 2012, em Londres, caso a pena tenha sido cumprida.
A CAS considerou irregular a determinação da regra 45, chamada de “regra de Osaka”, de impedir todos os atletas suspensos por pelo menos seis meses de disputar as Olimpíadas. Bruno Tenório pegou dois anos de gancho em 2009 em caso de doping que flagrou cinco atletas brasileiros e causou a suspensão definitiva de dois técnicos.
“Esse ano eu esqueci todos os problemas, foquei só na temporada. Mas sempre acreditei que a regra não seria aprovada. Sempre achei um absurdo uma regra punir duas vezes o atleta. Eu concordo com a punição de dois meses para quem usa substâncias proibidas, mas punir por quatro anos um atleta é errado”, opinou ele.
A Corte Arbitral do Esporte (CAS) abriu caminho para que dezenas de atletas já flagrados no doping possam competir nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 após considerar inválida uma regra de elegibilidade do Comitê Olímpico Internacional (COI), a "regra de Osaka".
“Agora é certeza que posso ir para Londres. Só depende de mim. Não preciso mais de comitê, de juiz, de advogado, de mais ninguém. Só preciso agora me preparar e fazer o índice”, emendou Bruno, convocado para o Pan de Guadalajara e finalista dos 200 m no último Mundial, em Daegu.
Ele conquistou o índice mundial no Troféu Brasil de agosto, quando venceu as finais dos 100 m e dos 200 m, e pôde ir até a Coreia do Sul correr ao lado de grandes nomes, entre Usain Bolt, o jamaicano recordista mundial das duas provas.
“Corri ao lado do Bolt, ele é sensacional. Tudo o que ele faz na pista é o que vocês veem de fora. Aquela brincadeira. Não é pra menosprezar ou humilhar. Ele me cumprimentou e parabenizou a todos. É extraordinário. O que aconteceu comigo foi fatalidade e esses dois anos me fizeram estar na final dos 200 m do Mundial”, completou Bruno Lins.
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