Bianca Miarka e Carolina Araújo vão representar o remo do Brasil no Pan-2011
Um atleta normalmente se contenta em ser bom em um único esporte. Bianca Miarka quer chegar ao topo em três. Até 2006, ela era praticava judô. Desde 2008, virou remadora, modalidade em que vai competir no Pan de Guadalajara. E, quando chegar perto dos 40, quer ser atleta do tiro com arco. “É um plano para o futuro, daqui a nove anos. O objetivo é fazer o ciclo olímpico em três esportes diferentes”, conta a multiatleta de 29 anos, que nasceu em Noeligen, Alemanha.
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| Bianca (frente) também se destaca no universo acadêmico com o mestrado em Educação Física e o doutorado em biomecânica |
E se engana quem pensa que ela “engana” em alguma das modalidades que escolheu. No judô, fez parte da seleção brasileira, como reserva, até 2006. Em 2004, foi vice-campeã nacional. “Eu era reserva da seleção, mas sofri uma lesão no joelho e parei de praticar esportes. Hoje, não tenho nenhum ligamento no joelho. Só consigo andar porque fortaleci a musculatura”, conta Bianca.
E justamente nesse processo para manter a mobilidade entrou seu segundo esporte. “Depois de dois ou três anos sem praticar esportes, passei a remar, para manter a musculatura do joelho. Não achava que o remo poderia condicionar tão bem”.
O sucesso na nova modalidade foi imediato: em três anos, foi campeã brasileira, registrou o melhor índice técnico entre os remadores brasileiros e ainda conseguiu uma vaga no Pan, para competir no skiff duplo.
Fora do esporte, a vida de Bianca também é agitada. Bianca tem mestrado em Educação Física, doutorado em biomecânica e especialista em esportes de combate. Neste ano, por exemplo, ela desenvolveu um software de análise de lutas de judô, que permite a técnicos e lutadores acompanhar os vídeos de luta e registrar movimentos, ataques e golpes.
Parceira reivindica idéia
Bianca mira três ciclos em três esportes diferentes, mas a idéia de, após o remo, tentar a sorte no tiro com arco é de outra multiatleta. Carolina Rocha é parceira de Bianca no skiff duplo e era lutadora de kung fu antes de embarcar no remo. Seus planos, porém, não tem a mesma força que os da amiga.
“Quero continuar no remo até 2020. Depois, também quero o arco e flecha. Até porque a ideia foi minha. É a Bianca que está copiando”, diz Carolina, rindo, antes de admitir. “Mas não sei se vou seguir esse plano mesmo. [No tiro com arco] a gente tem que ficar parado, com os batimentos quietos...”
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