Candidato à medalha no Pan, Bruno Fratus esquece mulheres e prioriza os pódios
Bruno Fratus é dono do segundo melhor tempo do mundo nos 50 m livre em 2011 (21s76) e ganhou notoriedade após vencer o campeão olímpico e bi mundial Cesar Cielo. Os principais resultados obtidos pelo nadador de 22 anos foram conquistados nos últimos 12 meses quando atingiu certa maturidade. Antes de focar no sucesso na natação, ele ficou conhecido por período “sem noção” e xavequeiro e carrega até hoje o apelido de ‘Lost’. As molecagens ficaram para trás e o atleta disse não pensar em paquerar no Pan-Americano de Guadalajara, que começa no próximo dia 14.
O apelido de 'Lost' dado pelo técnico Albertinho não era só porque Bruno Fratus cantava as meninas em momentos inoportunos. O nadador também mexia com adversários e até tirava sarro após vitórias. "Hoje virou uma coisa engraçada. Mas quando era moleque, não tinha moral nenhuma. Quando ele ganhou pela primeira vez do Nicholas [Santos] ele tirou onda ainda na água. E, claro, que o Nicholas não gostou. Ele não tinha noção dessas coisas, mas agora é diferente", relembrou o treinador.
Companheiro de Pinheiros/Sabesp desde que Fratus chegou ao clube, Flavia Delaroli Cazziolato também já aconselhou o jovem Fratus. "O Jader [Souza] era muito grande e ele magrelinho ainda. Teve uma vez que eu achei que ele ia apanhar. Em uma pré-competição, o Jader estava super nervoso, concentrado. O Bruno chegou brincando e falou: 'cuidado para não perder de mim'. Todo mundo achou que o Jader ia pular em cima dele. Eu falei: 'fica na sua'. Na época ele não entendia toda aquela tensão de competição", contou.
Esta é a primeira vez que Fratus participará do Pan e de uma competição que reúne várias modalidades e vários países. O nadador encontrará belas competidoras na Vila Pan-Americana, mas diz não se preocupar com isso. “Vai ter um monte de mulher, muita atleta bonita. Mas vai ter um monte de medalha para brigar também. Tem que escolher. E eu já fiz minha escolha faz tempo”, disse ao UOL Esporte durante evento que reuniu todos os 72 convocados do Pinheiros/Sabesp para os Jogos no México.
A fama de “moleque” ficou para trás, mas o apelido de ‘Lost’ o acompanha até hoje. Segundo Fratus, foi o técnico Alberto Silva, o Albertinho, o autor do título que não incomoda o nadador. “Ele era totalmente sem noção. Ele mexia com as meninas naquele ambiente que as pessoas não estavam acostumadas. No treino, na sala de musculação, na competição. Ele chegou a criar um clima desfavorável no início. O Nicholas [Santos] foi um cara que ajudou muito a inseri-lo no grupo. O Bruno nunca foi má pessoa, mas ele era totalmente perdido”, revelou o treinador.
Bruno Fratus riu ao lembrar-se da fama. “Sou descontraído, mas xavequeiro não”, defendeu-se. Após um pouco de insistência, ele admitiu. “Eu era um pouco sim, verdade. Fazia essas coisas de mexer com as meninas, me divertia. Mas tomei alguns puxões de orelha. E teve muita gente que me ensinou bastante. O Jader Souza foi meu colega de apartamento e foi um pai para mim. O Nicholas [Santos], o Cesão [Cesar Cielo] e o próprio Albertinho também me ajudaram”.
E, de fato, a fama parece ter ficado para trás. Bruno Fratus passou a focar seus objetivos na piscina e triunfou. Desde 2010, o nadador nascido em Macaé (RJ) - mas potiguar de coração - vem obtendo bons resultados. Em agosto do ano passado, ele terminou o Pan-Pacífico em quarto nos 50 m livre. Em maio, o atleta do Pinheiros foi campeão brasileiro nos 100 m livre ao superar Cesar Cielo no Troféu Maria Lenk. O Mundial de Xangai foi o ápice. ‘Lost’ cravou o segundo melhor tempo do ano na semifinal dos 50 m livre e foi para a final como melhor da prova – terminou em quinto.
“A gente cresce. O legal é aproveitar quando é moleque. Quando se tem 17 anos, é normal. Mas seu objetivo e patamar te obrigam a amadurecer”, explicou. Criador do apelido, Albertinho concorda que Fratus evoluiu. Agora mais maduro, o ‘Lost’ entra como um dos favoritos a medalha em Guadalajara. Em sua estreia em Pans, ele nadará os 50 m e 100 m livre e o revezamento 4x100 m livre.
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