UOL Esporte - Pan 2007
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03/08/2007 - 13h10

Com bolsas e instalações, Rio tenta voltar a ser central de esportistas

Bruno Doro
No Rio de Janeiro

O Pan-Americano terminou, mas o Rio de Janeiro quer manter os atletas de ponta do Brasil na cidade. Empolgados com o sucesso do Rio 2007, os governos municipal, estadual e federal já começam a anunciar medidas para que atletas, que deixaram o Rio de Janeiro no passado em buscas de emprego ou melhores condições para competir, voltam à cidade.

Rony Maltz/Folha Imagem
Reformado, Maracanãzinho pode ter um time de vôlei ou basquete, diz secretário
"Estou muito satisfeito em ver a agilidade que os governos tiveram para adotar medidas assim. Estão dando oportunidades aos atletas para voltar ao Rio de Janeiro e ainda estão projetando a evolução para as Olimpíadas de 2016", elogiou o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, durante um evento do governo estadual.

A prefeitura foi a primeira a anunciar seus projetos. O maior deles é uma bolsa olímpica, voltada para atletas que tentam vaga nas Olimpíadas de Pequim, no ano que vem. Além disso, o prefeito César Maia também anunciou a ampliação no número de vagas nos programas de Vilas Olímpicas e ainda a criação de projetos de massificação do badminton e do tênis de mesa.

"São dois esportes relativamente baratos e que tem muito potencial para crescer por aqui", analisa. "Temos também de aproveitar os novos equipamentos. Com eles, o Rio de Janeiro se torna a referência em cidade esportiva da América do Sul", completa.

O governo estadual também anunciou um projeto semelhante, de bolsas para atletas e treinadores. Segundo o secretário de Esportes, Eduardo Paes, porém, o foco será nos jovens, projetando para 2016. Além disso, foi criada uma lei de incentivo fiscal para quem investir no esporte que, só 2007, já tem R$ 35 milhões em renúncia fiscal previstos.

"Outra medida é usar os equipamentos que reformamos para aumentar a presença esportiva na cidade. Devemos privatizar o Maracanãzinho. Porque não incluir no contrato que o licitante precise manter um time de vôlei ou um de basquete no local ou ainda sustentar projetos de natação ou atletismo nas dependências do Complexo do Maracanã? São idéias que estamos estudando", avisa o secretário.

O governo federal, que mantém o programa Bolsa-Atleta desde 2005, também deve contribuir para atrair atletas para o Rio de Janeiro. Com a construção do complexo esportivo de Deodoro, foram criados centros nacionais de tiro esportivo e hipismo, além da única quadra oficial de hóquei na grama de todo o país.