O brasileiro Cláudio Biekarck provou que, quando o assunto é Pan-Americano, ele é medalha certa. Em seu sétimo Pan, ele conquistou sua sétima medalha, o bronze na classer Ligthning, ao lado de Gunnar Ficker e Marcelo Silva.
Ele chegou à medal race com chances de conquistar o ouro, mas um erro de avaliação custou caro. "A bandeira de barco escapado levantou e achamos que nós tivessemos escapado. Voltamos e a regata estava destruída", justificou Biekarck.
Ele terminou em terceiro lugar e ainda perdeu o prata. O campeão foi o barco chileno de Alberto Gonzalez, com 14 pontos perdidos. A prata foi para o norte-americano David Starck, com 19 pontos, o mesmo que os brasileiros, mas levando vantagem com o segundo lugar deste sábado.
A carreira de Biekarck nos Jogos começou e, 1975, na Cidade do México, quando conquistou a medalha de prata na classe Finn. Oito anos depois, em Caracas-1983, veio o único ouro da carreira, já na Lightining. Foi bronze em Indianápolis-1987 e Havana-1991 e conquistou a prata em Mar del Plata-1995 e Winnipeg-1999, sempre na Lightning.
Em Olimpíadas, tem duas participações e quase conquistou medalha em ambas. Ele foi o quarto colocado na classe Finn nos Jogos de Montreal-1976 e Moscou-1980. Após a Olimpíada soviética, Biekarck abandonou a Finn e passou a se dedicar a classe Lightining, que no passado era uma das mais fortes da vela brasileira, mas hoje é considerada familiar.
Apesar não se dedicar integralmente à vela, Klaus dificilmente fica longe de um barco. Ele compete regularmente em regatas em embarcações maiores, na classe Oceano. É figurinha carimbada da Semana de Vela de Ilhabela, a mais importante competição da modalidade no país, por exemplo.
Para o próximo Pan, porém, ele não descarta a participação. "Acho que a gente sempre quer renovação e acho que a Lightning está nesse caminho. Vou ter 60 anos e acho que isso não é idade para velejar em um Pan. Mas se derem espaço, eu pego".