A equipe brasileira de vela para os Jogos Pan-Americanos do Rio, em julho, foi definida neste sábado, no Pré-Pan, no Iate Clube do Rio de Janeiro. O time, composto por 16 velejadores, será comandado por Cláudio Biekarck, maior medalhista pan-americano da vela brasileira, dono de seis pódios, uma de ouro.
| A VELA BRASILEIRA NO PAN |
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| -RS:X Feminino - Patrícia Castro |
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| -RS:X Masculino - Ricardo Winicki, o Bimba |
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| -Sunfish - Bernardo Low-Beer |
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| -Laser Standard - Robert Scheidt |
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| -Laser Radial - Adriana Kostiw (sob protesto) |
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| -J/24 - Maurício Santa Cruz/João Carlos Jordão/Alexandre Saldanha/Daniel Santiago |
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| -Snipe - Alexandre Paradeda/Pedro Tinoco |
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| -Hobie Cat 16 - Bernardo Arndt e Bruno Oliveira |
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| -Lightning - Cláudio Biekarck/Gunnar Ficker/Marcelo Silva |
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Com a tranqüilidade dos velejadores muito experientes, Biekarck foi discreto na comemoração para disputar o sétimo Pan da carreira. "Tivemos nosso esforço recompensado. Foi uma competição muito difícil, um toma lá dá cá o tempo todo", comenta o velejador, treinador de Robert Scheidt até a Olimpíada de Atenas.
O Pré-Pan de Vela, que começou no dia 4, foi muito disputado. Um exemplo disso é que sete das nove classes só foram decididos no último dia. A exceção foram a RS:X masculina e o Sunfish, que tiveram a classificação de Ricardo Winicki, o Bimba, e Bernardo Low-Beer, respectivamente, na véspera.
Num dia decisivo, a tensão era muito grande antes do início das regatas. Nem mesmo as boas condições de vento, que variaram de 8 a 12 nós. O equilíbrio esperado se concretizou e muitos duelos foram travados nas três raias da Baía de Guanabara. Os campeões só foram premiados depois de duas horas do término da competição por causa de protestos ao júri do torneio nas classes RS:X feminina, na Laser Radial e no Snipe.
O octocampeão mundial e bicampeão olímpico da Laser, Robert Scheidt, por exemplo, lutou pela vaga com o catarinense Bruno Fontes, segundo colocado na classificação final, até a penúltima regata.
Maurício Santa Cruz, na J/24, foi outro favorito que sofreu para se classificar. Ele só garantiu vaga na última regata, superando o barco de Daniel Glomb. "Já esperava por essas dificuldades, ainda mais numa competição com poucos barcos. Conseguimos a vaga e o sonho de lutar pela medalha de ouro no Pan, o título que nos falta", lembra o campeão mundial da classe. "Já embarcamos no dia 20 para o México, onde vamos tentar o bi mundial."
O Hobie Cat 16 foi a classe mais equilibrada da competição. Bernardo Arndt só garantiu a vaga na última regata e assim mesmo no primeiro critério de desempate com José Roberto de Jesus. Os dois terminaram com 13 pontos perdidos e Arndt levou vantagem por ter vencido a última regata. "Nossos barcos são muito parecidos e tudo é decidido em detalhes. Fiz no último dia regatas dignas de Robert Scheidt e de Torben Grael, ou seja, fiz provas perfeitas e isso é muito difícil em nossa classe."
O gaúcho Alexandre Paradeda, campeão mundial em 2001, também ficou feliz ao ganhar na Snipe, uma das classes mais competitivas do país. "Voltar para um Pan, ainda no Brasil, é muito especial", diz o velejador, atleta olímpico de 470. "A Snipe é uma classe muito difícil, em que pelo menos cinco barcos andam muito juntos e há sempre revezamento de campeões ." Um exemplo disso é que Bruno Bethlem, atual bicampeão brasileiro e campeão em Santo Domingo, acabou em segundo lugar.
No Laser Radial, Adriana Kostiw também garantiu a vaga na última regata da seletiva. Atleta olímpica de 470, ela disputará o seu primeiro Pan. "Vou ter de treinar agora 30 vezes mais. A dificuldade da seletiva foi apenas um exemplo do que encontrarei no Pan, quando enfrentarei velejadoras fortíssimas dos Estados Unidos, Canadá e México."
Na RS:X feminina, Patrícia Castro comemorou bastante a vaga. Ela fez uma regata muito ruim, terminando em sexto e último lugar, mas foi beneficiada com a vitória de Carol Borges, que passou Patrícia Freitas, vice-campeã, no último bordo.
*com reportagem de Bruno Doro