O brasileiro Jonathan Riekmann terminou na quinta colocação nos 50 km da marcha
Depois de quase quatro horas de prova, o mexicano Horacio Nava conquistou a medalha de ouro nos 50 km da marcha atlética, com o tempo de 3h48min57s, seguido pelo compatriota Jose Ojeda. A medalha de bronze ficou com Jaime Daniel, da Guatemala, que conquistou o primeiro bronze do país no atletismo nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.
Enquanto isso, Jonathan Riekmann foi o único brasileiro a cruzar a linha de chegada, nos Arcos de Guadalajara, um dos cartões postais da cidade. O catarinese chegou na quinta colocação com o tempo de 4h04min07s, melhor marca da sua carreira. O outro represente verde e amarelo, Mário José dos Santos Júnior, foi desclassificado quando estava no 12º km.
A prova foi liderada em boa parte pelo equatoriano Cristian Chocho, porém no 28º km, ele foi desclassificado da prova, assim como o norte-americano David Talcott e o chileno Edward Araya.
Riekmann cruzou a linha de chegada trazendo uma bandeirinha do Brasil na mão. Ajoelhou-se e beijou a pista. Depois, dobrou-se várias vezes, reclamando de dores no pé. Suas primeiras palavras diante dos repórteres que o aguardavam foi: “Não sei nem se tenho forças para falar”.
Ao tirar o boné, pedras de gelo caíram no chão. “Estou muito feliz. Melhorei meu recorde pessoal. Melhor só se ganhasse uma medalha de bronze”, disse o fundista. “A partir do 30º km senti uma pontada no diafragma. Acredito que por causa da altitude”.
Riekmann ainda não decidiu se vai tentar índice olímpico para Londres na prova dos 50 km ou na dos 20 km. O atleta pesa 59 kg e estima perder entre três a quatro quilos numa prova como a disputada neste domingo, sob sol forte.
Já Mario dos Santos era só frustração. Foi desclassificado na altura do 12º km. “A prova nem tinha começado”, disse, rindo. Há dois tipos de punição na Marcha, se o atleta não toca o solo com a perna estendida ou se “flutua”, ou seja, se deixa de estar com um pé no chão por um instante. “É subjetivo”, diz.
Três punições desclassificam o atleta. “Me preparei tanto. E não me deram a chance de mostrar”, lamentou. “Minha raça está aqui, guardada”. Este foi o terceiro Pan do fundista. Em Santo Domingo, Santos foi prata e no Rio terminou em quarto. "Não merecia sair do Pan desta forma".
O colombiano Fredy Hernandez, que terminou em quarto, deixou a pisa numa maca, socorrido pelos paramédicos.
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