Érika Miranda (de branco) perdeu para Yanet Bermoy e ficou com a medalha de prata
Erika Miranda esbarrou no favoritismo da vice-campeã olímpica Yanet Bermoy e deixou os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara com a medalha de prata. Era a última chance para que a equipe feminina do Brasil conquistasse uma medalha de ouro no México.
Na luta, antes de ter a derrota decretada, após uma imobiblização da adversária, Erika Miranda chegou foi derrubada um pouco antes, e o juiz principal marcou um ippon (golpe perfeito) para a cubana. No entanto, depois de analisar o vídeo, o árbitro voltou atrás e mandou a luta seguir, já que a brasileira caiu de lado, e não de costas.
"Está todo mundo vendo que a arbitragem está ruim no Pan. No primeiro golpe eu sabia que não era ippon, então estava tranquila, só esperei o juiz analisar. Mas como ela fez pontuação, acabei perdendo um pouco de tranquilidade. No judô, quando você se expõe assim, pode dar certou ou errado. Comigo deu errado", lamentou a judoca.
Sarah Menezes é bronze ao esbarrar em maldição
Sarah Menezes repetiu a “maldição” das medalhistas do Mundial no Pan-Americano de Guadalajara. Neste sábado, a vice-campeã mundial dos ligeiros era a grande favorita para o ouro nos 48 kg, mas acabou apenas com a medalha de bronze, ao vencer na disputa pelo terceiro lugar a colombiana Luz Adiela Alvarez, por ippon.
A brasileira perdeu, na semifinal, para a cubana Dayaris Mestre, venceu a luta pelo bronze com Luz Alvarez, da Colômbia, e repetiu o feito de Mayra Aguiar. A gaúcha dos 78 kg foi terceira colocada no México após duas medalhas nos últimos Mundiais, bronze em 2011 e prata em 2010. Rafaela Silva, vice-campeã mundial em 2010, também não ficou com o ouro, após perder a final da categoria até 57 kg.
"Fiquei um pouco decepcionada, pois esperava a medalha de ouro aqui no Pan. Mas em todas as lutas eu fiquei meio apavorada, estou vindo de lesão, então ainda não tinha muito ritmo, e não consegui lutar como sempre luto", disse Sarah.
Apesar do bom desempenho masculino, as mulheres fracassaram no Pan de 2011. Há quatro anos, no Rio de Janeiro, Edinanci Silva e Danielle Zangrando saíram com o ouro e o time ainda fez quatro finais. Desta vez foram só duas finais, com Rafaela Silva (57 kg) e Erika, quatro medalhas de bronze, e uma categoria fora do pódio – Katherine Campos foi quinta nos 63 kg.
Rosicléia Campos, responsável pela equipe feminina, deixou o tatame na sexta-feira chorando após as derrotas de Katherine e Rafaela Silva (57 kg), fruto do desempenho abaixo do esperado. “Eu detesto perder, mas aceito perder com vontade. Mas não foi isso que vi em algumas decisões”, afirmou a treinadora.
Neste sábado, a técnica voltou a mostrar decepção com os resultados de suas comandadas. "Foi ruim, a equipe ficou muito aquém do que pode fazer. Elas podem conquistar muito mais do que isso", disse Rosicléia.
Até agora, o Brasil tem cinco ouros no México. O time já igualou o recorde de cinco primeiros lugares, como nos Pan-Americanos de Indianápolis-1987 e de Santo Domingo-2003. Em Guadalajara, o hino nacional soou com Leandro Cunha (66 kg), Bruno Mendonça (73 kg), Leandro Guilheiro (81 kg), Tiago Camilo (90 kg) e Luciano Correa (100 kg) – Felipe Kitadai ainda tem chance nos 60 kg.
O fracasso feminino contrasta com o sucesso do time masculino. Todos os homens do time chegaram à final. O único que não saiu com o título foi Rafael Silva, da categoria acima de 200 kg, que foi superado pelo cubano Oscar Brayson, medalhista dos Jogos de Pequim-2008. “Com o Rafael, faltou um pouco de movimentação, mas ele não enfrentou qualquer um. O cubano é bom e mais experiente”, analisou o técnico do time masculino Luiz Shinohara.
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