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O veterano Márcio Vieira, durante a disputa por duplas no boliche em Guadalajara

O veterano Márcio Vieira, durante a disputa por duplas no boliche em Guadalajara

25/10/2011 - 07h00

'Molecada brinca que o torneio sênior ainda não começou', diz 'coroa' do boliche brasileiro

Mauricio Stycer
Em Guadalajara (México)

Se o boliche é mesmo um esporte, possivelmente é o mais democrático deles. No primeiro dia do torneio nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, havia competidores de mais de 60 anos, bem como jogadoras com mais de 100 quilos.

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“Dá para ter longevidade”, conta o veterano Marcio Vieira, de 58 anos, cinco vezes campeão sul-americano, atleta da equipe brasileira. “Eu compenso a menor potência física com maior precisão e equilíbrio emocional”, diz o bolicheiro.

Bem-humorado, Marcio conta que é chamado de “coroa” pelos rivais mais jovens, e ainda ouve piadas. “A molecada me sacaneia. Diz que o torneio sênior ainda não começou. Ou diz que os Jogos Para-Pan-Americanos são semana que vem”.

A forma física de alguns atletas também chama a atenção. Melhor seria dizer “atletas”. As duas bolicheiras das Bahamas exibiam, no mínimo, 100 quilos cada. “Boliche é repetição”, explica a chefe de equipe do Brasil, Karla Redig. Ou seja, os jogadores repetem um mesmo movimento uma infinidade de vezes ao longo de uma partida. Os quilos em excesso importam menos do que a concentração e a habilidade com a mão.

Karla tem um bom argumento em defesa da ideia de que o boliche é esporte, sim, e não apenas lazer e recreação. “Ganha quem derruba mais pinos. Não tem subjetividade, como na ginástica”. Nesta linha de raciocínio, Karla entende que “até pôquer é esporte”.

A dificuldade de compreender a contagem de pontos, aliás, é um dos empecilhos à popularização do boliche. No Pan, as duplas jogam doze partidas, com dez arremessos cada, até chegar ao resultado final. O placar eletrônico acima de cada dupla é incompreensível. “Isso, de fato, dificulta a transformação do boliche em esporte olímpico”, diz Karla.

O Brasil está com quatro atletas no Pan, dois homens e duas mulheres. A grande aposta da seleção é o jovem Marcelo Suartz, estudante de marketing nos EUA, eleito este ano melhor jogador universitário americano. A dupla feminina é formada por Marizete Scheer e Stephanie Martins.

 

Marcelo tem uma característica curiosa: antes de pegar a bola, passa a mão na sola do sapato. "É para tirar o pó", diz. De fato, como os jogadores manuseiam talco o tempo todo, há alguma sujeira no chão.

Vários jogadores presentes em Guadalajara, como os americanos, venezuelanos e colombianos, são profissionais. Marcelo ainda não sabe se seguirá este caminho. "Vamos ver", diz, enigmático. Seu parceiro, o veterano Marcio, é engenheiro aposentado e hoje é dono de três boliches em shoppings no Rio. "Passei para o lado certo do balcão", conta, rindo.

Em 2007, no Rio, o Brasil obteve uma medalha de prata na categoria masculina individual. O concurso de duplas começou na segunda-feira e termina nesta terça. O individual será disputado entre quarta e quinta.

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Medalhas

  • País
    Ouro
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    Bronze
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